
sexta-feira, novembro 7
Arte Popular: Marchas Populares

quarta-feira, novembro 5
Pintura: Expressão no feminino - Sarah Afonso

“Não está ainda explicado o que levou uma mulher como Sarah Afonso, a isolar-se voluntariamente do mundo da Arte para o qual nasceu e exerceu de uma forma talentosa, o desenho e a pintura. Sarah Affonso revela-se como que isolada do presente histórico do seu tempo, quando interpretada na rebeldia dos temas e personagens que escolhe para a sua pintura, genuína, de formas cromáticas generosas e bem iluminadas.”
Apresento-vos Sarah Afonso, uma das mais consagradas pintoras portuguesas do século XX, porém pouco conhecida pelo público em geral.

Sarah Afonso nasceu a 1899 em Lisboa, morrendo nos anos 80 na mesma cidade.
Discípula de Columbano, aprendeu técnicas relacionadas com o pós-romantismo, porém as suas obras plásticas tinham uma clara inclinação para o Modernismo, movimento que viveu no início do século XX em Portugal.

Sarah Afonso foi acima de tudo uma mulher de convicções e talento num mundo de homens em que se baseou o mundo artístico até recentemente. Foi a primeira mulher a frequentar o café “A Brasileira” no Chiado, expôs no Primeiro Salão de Artistas Independentes, realizado em 1930 e fez uma exposição individual em 1939. Já nos anos 40 participou na Exposição do Mundo Português e recebeu o Prémio Amadeu Souza-Cardoso.
Com já 35 anos casa com o reconhecido pintor Almada Negreiros, mas felizmente a sua dedicação à família não a impediu de continuar a pintar e de nos deixar uma importante herança artística.

segunda-feira, novembro 3
Literatura: "Pergunta", por Fernando Namora

domingo, novembro 2
Música: 15 factos que precisa de saber sobre a Canção de Coimbra
*Faz parte de quase todas as manifestações de carácter estudantil, tendo como principal exemplo a Queima das Fitas.
*O fado de Coimbra ultrapassou as fronteiras da cidade, instalando-se também no Porto e em Braga.
*Exclusivamente cantado e tocado por homens.
*As calças e a batina preta, cobertas por capa de fazenda de lã preta são traje ilustrativo da canção coimbrã.
*É cantado à noite, em sítios escuros. Porém o locais mais típicos para as interpretações são o Mosteiro de Santa Cruz e a Sé Velha.
*As serenatas, interpretadas à janela das raparigas que os rapazes pretendem namorar, são outros dos tradicionalismos das tunas de Coimbra.
*"As cordas são afinadas um tom abaixo, e a técnica de execução é diferente por forma a projectar o som do instrumento nos espaços exteriores, que são o palco privilegiado deste Fado. Também a guitarra clássica se deve afinar um tom abaixo. Esta afinação pretende transmitir à música uma sonoridade mais soturna, relativamente ao Fado de Lisboa."
*Zeca Afonso e o pai de Carlos Paredes, Artur Paredes, iniciaram-se nas tunas coimbrãs.
*"Fado Hilário" é um dos clássicos de Coimbra, entre outros. Curiosamente, o tema mais conhecido sobre Coimbra não é um Fado de Coimbra, e dá pelo nome de "Coimbra é uma lição".
Abaixo uma interpretação da "Balada da Despedida do VI Ano Médico"
sábado, novembro 1
Cinema: A vida criativa do Repórter X
Nasceu em Lisboa, a 10 de Agosto de 1897, Reinaldo Ferreira, conhecido pelo seu pseudónimo Repórter X.Começou cedo a sua carreira jornalistica e foi considerado o maior repórter português.
raiva de Carvalho. Uma história cheia de bandidos, mortes, vilões e muito mistério, tal como ainda hoje podemos ver em muitos filmes e livros policiais. O crime encenado pelo Repórter X, apresentado em cartas enviadas por um desconhecido (assinando com o nome de Gil Goes), era publicado num jornal da altura, O Século. A história tornou-se tão empolgante entre os seus leitores, que houve a necessidade que se revelar toda a ficção por detrás daquele folhetim. Mais tarde, em sequência de todo o sucesso da criação do Repórter X, José Leitão de Barros transformou as cartas de Gil Goes num filme, em 1918, tendo sido também já editadas em livro.Em 1923, Reinaldo Ferreira conseguem, em parceria com um produtor espanhol, realizar o seu primeiro filme, El Botones del Ritz (O Groom do Ritz), que estreou em Lisboa no ano seguinte.
cidade Lisboeta, dá-se o assassinato da corista Maria Alvez, que foi estrangulada dentro de um táxi e deixada numa sarjeta. Baseado neste crime e noutros anteriores, o famoso Repórter X entra outra vez em acção e é publicado pelo jornal Janeiro o seu folhetim Táxi nº 9297 contando a história do assassinato imaginada por ele. Depois de esta sua história criminal ser adaptada em livro, é o próprio Reinaldo Ferreira que o converte em filme, nos estúdios da já inexistente Invicta Film. Com a estreia do Táxi nº 9297 em 1927, cria também a sua própria produtora, a Repórter X – Film.

